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terça-feira, 22 de novembro de 2022

O CARNAVAL PRESTA HOMENAGEM AO JORNALISTA BARBOSA DA SILVEIRA.

 

        



Morre aos  97 anos o fantástico jornalista Barbosa da Silveira. Um dos mais antigos e respeitados jornalistas de nossa cidade.

Na sua  capacidade jornalística, em tudo ele via notícia. Seus olhos atenciosos a tudo viam. O que  passava desapercebido por seus companheiros de profissão para ele era notícia, audiência. Talvez,  pela sua simplicidade no trato com o ser humano.

Barbosa da Silveira, que conhecemos da época da FAFI, Do Imparcial, e Radio Comercial, era um morador da Zona Leste. Não hesitou um segundo ao aceitar o convite de desfilar na Comissão de Frente de uma escola de Samba, coisa que muita gente abomina.

E aí, está ele, garboso, arrancando aplausos da multidão que assistia ao desfile.

Mais um personagem que vai para os anais da história do Carnaval Prudentino. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Conhecendo o Pantanal Sul Mato grossense

Já que o assunto do momento é o Pantanal, quero compartilhar algumas fotos daquele lugar maravilhoso. Eu atravessando o Rio Verde, no município de Rio Verde do Mato Grosso-MS-

 





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sábado, 8 de outubro de 2022

A história de "Seo" Agenor Luz na abertura da Fazenda de Valdir Piveta no Pantanal Matogrossense em 1961.

A história de "Seo" Agenor Luz na abertura da Fazenda de 
Waldir Piveta de Assuncão, no Pantanal Matogrossense em 1961

Em Abril de 2018, voltamos (Euclides Marinheiro, Navir Ferronato e Euclides Monteiro) ao
Eu na mesma travessia em 1977- Navir em pé e Monteiro
na gabine- //gaúchos no veículo de trás na segunda ponte 1978.
 Pantanal, mais precisamente na fazenda Remanso, de Mauro Mondini que se situa na estrada do Curixão; descendo a serra da Pimenteira para nos encontrarmos com alguns amigos do Rio Grande do Sul, que por vezes também passam suas férias por ali.
Nesta viagem tivemos a oportunidade de conhecer um dos pioneiros daquele lugar, Sr. Agenor Luz, sogro de Mauro Mondini.
A noite. depois do jantar, "Seo" Agenor, gostava de relembrar antigos episódios de seu trabalho no Pantanal. foi quando lhe pedi que contasse alguma coisa de seu passado para justamente, registrar neste blog, que relato abaixo.


"Seo" Agenor, se mudou para a cidade de Rio Negro,  (antigo distrito de Vaca Seca?), em 1961, oriundo de Birigui.
                                                                                                                                                                         
Foi ali onde conheceu aquela que viria ser sua esposa. Foi Contratado por Valdir Piveta , grande Pecuarista do Mato Grosso pra abrir uma fazenda em suas terra naquele local.
Era um lugar ermo, não existia quase nada a não ser muitas matas, aguas e animais.

Beto Luz e seu pai Sr. Agenor Luz 
Naquela época, pouquíssimas pessoas se aventuravam por ali abrindo um pequeno sítio para morar e criar alguns animais domésticos, mas as onças circulavam tranquilamente pelas propriedades, para saborear galinhas, ovelhas, porcos e algumas reses que aqueles moradores insistiam e criar.
Foi assim, brigando com os felinos, que "Seo" Agenor, cansado de perder os bezerros para as onças, começou então a proteger seu rebanho da terrível predadora. Pegou a primeira onça e logo a notícia se espalhou. Vieram a sua procura para pedir ajuda e conseguiu pegar outra. Depois outra e mais outra.  Assim, "Seo" agenor ganhou a admiração por onde passava e o respeito dos peões, muitas vezes rebeldes por serem em sua maioria, oriundos das divisas com o |Paraguai. Se tornando excelente capataz do Sr. Piveta,  foi adquirindo fama e passou a ser muito procurado para dar cabo de algumas que insistiam em comer bezerros e cabras em outras propriedades.
Agenor confessa que não consegue enumerar as onças que já matou, ao longo de muitos anos que por ali trabalhou. mas conta em detalhes algumas ações neste sentido.
Sua última façanha, que aconteceu ainda quando não se falava em crime a caça, junto com seu filho Beto, ainda criança, foram à caça de uma "pintada", munido de uma espingarda cartucheira e um cachorro. Depois de dois ou três dias de espera, numa noite a onça apareceu em sua frente, bem na sua mira.  "Seo" Agenor só teve tempo de dar um único e certeiro tiro, mas a onça avançou, toda torta, em sua direção.  Sem tempo de fazer nada, Agenor apenas esperou o impacto da bicha em seu corpo, quando esta veio a cair aos seus pés. Depois do susto, ele examinou a baita, e percebeu que o tiro havia alvejado a paleta direita, por isso, ela não conseguiu dar o pulo fatal até o poleiro de espera onde ele estava na espreita. Ééé! Mas isso foi há muito tempo. Hoje não admite que alguém aponte uma arma ou faça uma armadilha para pegar animais. As coisas mudaram, se as onças comem algum  
bezerro é da natureza delas. e afinal não representa quase nada hoje em dia, em virtude da grande expansão das fazendas de hoje. No máximo a gente quando se avista uma onça, chega-se o mais perto possível apenas para tirar fotos para mandar aos amigos parentes de longe.
Pegada fresca  de onça que rondava a casa
       
         Coincidentemente, na madrugada seguinte, àquele bate-papo, um dos companheiros daquela reunião, que vieram do Rio Grande do Sul para conhecer o Pantanal, foi à beira da cerca para dispensar algum resto de comida para os animais, assustou-se com um forte cheiro a sua volta, desconfiado, voltou correndo para a casa onde estávamos, gritando que a onça estava rondando a casa. Ninguém acreditou é claro! Foi quando pediram a Beto, filho de Seo Agenor, que já era profundo conhecedor dos felinos, que fosse até lá para certificar o tipo de animal que estaria exalando o tal cheiro. Foi aí que ficamos sabendo que realmente tratava-se de uma onça que espreitava a sede que ficava a apenas 40 metros dali, pois deixara marcado no chão várias pegadas. Conhecedor que era, nos tranquilizou que era uma onça parda, não muito perigosa aos humanos que podíamos ficar sossegados.

No dia seguinte, sem acreditar muito, fui dar
uma olhada pelo chão para ver se realmente havia a tal pegada da onça e tirei uma foto para provar que realmente eles sabiam o que estavam falando.

Pegada da onça parda que rondou a casa de Mauro na noite em que estávamos fazendo churrasco.

Mauro Mondini Proprietário da Fazenda; Euclides Monteiro. Beto e
Agenor Luz, sogro de Mauro e o Protagonista da história que ora relatamos.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A Saga de Bunga

02-12-2009- Sebastião Fontes recebendo das mãos de Eduardo Chezzini( Gringo) o Troféu de Honra ao Mérito por sua importante participação no Carnaval de Presidente Prudente

 A Vila Verinha, foi  berço de muitos personagens que marcaram presença no cenário cultural e esportivo de Presidente Prudente. Verdadeiros heróis!  Pois numa época em que tudo era difícil, onde o mais comum, era vermos as pessoas se acomodarem e simplesmente esperar a vida passar, tinham aqueles que se valendo da criatividade, aos "trancos e barrancos", improvisavam alguma atividade visando o entretenimento de seus iguais.

Bunga  recebe das mãos do Presidente do Tênis Clube Homenagem pela sua participação em prol do 
                             
                    A SAGA DE BUNGA

 O  GAROTO 
                   Dentre estes heróis, vamos falar um pouco de "Bunga" filho de D. NESTINA.
                  Bunga, cujo nome é José Fontes, tinha fixação por brinquedos grandes. Seus trenós de grama, (brinquedos parecidos com patinetes de rolemãs, mas que ao invés de rodas tinham dois trilhos de madeira bem lisos), sempre cabiam quatro ou cinco garotos, enquanto dos outros, só cabiam o piloto.
                  Os patinetes de rolemãs de "BUNGA", eram exagerados, transportavam vários garotos, mais pareciam composições ferroviárias, com vários engates.
                  Até os papagaios (pipas),tinham que ocupar mais de uma pessoa para empinarem. Eram tão grandes, que precisavam de linha de sapateiro para suportar a força, sendo necessária uma pessoa apenas para enrolar a carretilha que mais parecia sarilho de poço. Quando "Bunga" ia soltar papagaio sempre juntava uma multidão à sua volta. Ele fazia o pipa sumir nas nuvens. A curiosidade maior era quando o mesmo era recolhido, não sei se era verdade, mas o pipa chegava desbotado, causado pela umidade das nuvens, afirmavam os mais "entendidos".
   Certa vez ele construiu um caminhão de madeira, medindo aproximadamente quatro metros de comprimento. Era uma réplica do FNM ou ''fenemê'' como costumávamos chamar. Tinha uma cabine, direção e freios. Na cabine ele conduzia o "bruto", e ao seu lado, um privilegiado qualquer, que a seu critério escolhia para acompanhá-lo, enquanto os demais garotos empurravam o caminhão até o topo da ladeira.
                 - Atenção! Devagar... Já!!!
                 Todo mundo rapidamente pulava na carroceria do "baita" e na maior algazarra, fazendo com que os moradores ao longo da rua saíssem de suas casas para ver o que estava acontecendo. Tinha tanto moleque montado no caminhão, que era quase impossível identificar o objeto que os transportava. Ao perceberem o que estava acontecendo, aqueles  moradores ficavam assistindo, sempre duvidando que o mesmo conseguisse efetuar as manobras na curva abaixo. Quase sempre "Bunga" conseguia. Mas quando não dava? Era só moleque que voava para todo lado, numa gritaria infernal e o brinquedo fatalmente iria parar dentro de alguma ribanceira, ou  bater contra um barranco;
               Depois de uma rápida vistoria, caso o caminhão não tivesse sofrido nenhuma avaria importante e apresentasse condições de uso:
               - Vamos de novo!
               Determinava o líder.
               "Bunga" era assim mesmo. Não conseguia imaginar uma brincadeira, que não fosse coletiva.
                                                         O ADOLESCENTE
                 Em meados da década de 60, “quando a “Brinc-dance” era o “ it” do momento, já não se usavam barracas de bambus para se fazer os bailes, bastava alguém dar a idéia e pronto: já estava marcado o endereço da próxima brincadeira dançante.
                  Era o auge da "Sonata"  (toca discos que fazia sucesso entre os jovens da época). Quase todos possuíam uma. Assim qualquer um  poderia realizar um baile em sua casa.
                  O Problema, eram os pais, que faziam tantas restrições que quase sempre inviabilizavam os projetos da maioria dos garotos e meninas,  uma vez que esses bailes eram realizados nos espaços da sala da casa e qualquer pessoa podia adentrar, independentemente de se conhecer ou não o dono da casa. Mas era assim que tinha que ser, pois caso contrário haveria encrenca.
                 Um belo dia ao visitar Bunga, o que vejo?
                 Nada mais nada menos que Bunga e seu irmão César(Sebastião Fontes)que o apoiava em todos os seus projetos, escavando por baixo da casa de sua mãe, que era de madeira com um desnível para os fundos no terreno, fazendo uma espécie de porão.
Escora daqui, escora dali, Levanta a parede de tijolos ( Cesar tinha feito um curso de pedreiro), e vai daqui, dali e pronto!  A Vila Verinha já dispunha de uma das primeiras "Discotecas" de Presidente Prudente.
              Bunga Inventou uma bola de isopor coberta de espelhos que girava e uma lâmpada com seu foco de luz  direcionada para ela dando aquele efeito de luz nas paredes do salão.
              A inauguração foi coisa de cinema. Tinha tanta gente, que ninguém conseguia suportar o calor que fazia lá dentro. E  quando a gente saia para respirar um pouco, perdia a vaga. 
              Só sei dizer que foi um sucesso total!   
               O interessante é  que mesmo depois de tantos anos, Bunga ainda conserva este gosto ;  pois até hoje*, ele realiza essas  brincadeiras dançantes  em sua casa. O mais importante:  Sempre atualizado nos ritmos.  Ao gosto da garotada.
O que dizer de uma pessoa desta?
O SAMBISTA
              Voltando um pouco no tempo, por volta de 1958,   lembramos de Dona "Nestina", mãe de Bunga.
              Dona Nestina era uma mulher muito alegre e festeira e quase sempre promovia bailes em sua casa. Talvez por isto, "Bunga" tivesse adquirido aquele gingado e conhecimento musical.
                Dotado que era de extraordinária criatividade,  Bunga fabricou um instrumento de percussão (surdo), utilizando-se de um tambor de carbureto (produto utilizado em soldas) e uma pele de cabrito que fez grande sucesso. Tanto, que logo seus amigos se interessaram e seguindo suas orientações também fizeram seus instrumentos. A partir dai, o grupo passou a realizar sem nenhuma pretensão, batucadas nos fins de semana, às sombras dos pés de pinhão, que cercavam a casa do "Seu" Vicente, marido da Dona Glória, e de Zé Cachoeira marido de Dona Izautina( benzedeira) na chácara do "Albertão"(Alberto Artoni).
                O grupo já estava bem afinado, e em virtude de Bunga estar sempre assoviando, Dona Nestina  sugeriu que o conjunto se chamasse "Bico de Ouro" era assim que ela costumava brincar com ele. A sugestão foi aceita por todos.
                 Talvez pela facilidade de se encontrar o material necessário para o fabrico de instrumentos, já que na vila morava "Seu" Raul dos carneiros e ainda o pai do  Ademar Silva( Demá Carneiro), que criavam e matavam muitas cabras para vender as carnes, sendo que as peles por não ter valor comercial na época eram jogadas fora. Além disso, em qualquer oficina poderiam ser encontrados os tambores de carbureto, que eram usados na confecção dos instrumentos de percussão.   Conta José Pena ( primo de Bunga), que era muito garoto na época, mas se lembra que eles tinham uma estranha técnica de curtimento de couro. Primeiro, enterravam as peles cobertas por um produto branco, que hoje ele acredita ser cal; depois de algum tempo, eles desenterravam estas peles e raspavam os pelos, para depois então secá-las.
                A Turma foi crescendo de tal maneira, que eles resolveram fundar uma escola de samba.
Liderados pelo mestre "Bunga " , os amigos "Macalé ", Tião Fundador, Paulo "Beiço de ferro", "Rafa", "Bé", "Luizinho", "Jorjão"(Jorge Marcelino); os irmãos Nelson e Otacílio, "Santão", "Lindo Flor", Néo (Valdecir dos Santos) /Valdemar "Pantera" , "Dito da cuíca",Ângela que veio a ser esposa de Bunga,  Isaura Pena (que foi a primeira Porta-Bandeira de Presidente Prudente); além, de muitos
Mestre Sala Eusidinei dos Santos 
Porta Bandeira Maria Ap. Zanelli 
outros, fundaram a Escola de Samba "Bico de Ouro", sendo a primeira a desfilar pelas ruas de nossa cidade.
                   O sucesso foi tão grande, que a escola, tinha que desfilar dentro de um quadrilátero de cordas, que sustentado por membros da comunidade, protegia a escola da platéia que se aglomerava ao longo das ruas, por onde o desfile transcorria e as pessoas empolgadas pelo som, queriam se juntar ao grupo para sambar com as cabrochas.
                   Me lembro, que segurar a corda de isolamento era uma honra.
                  Os instrumentos mais comuns na época eram: Reco-reco, agogô, cuíca, apito, pandeiro, maraca, tamborim, surdo, contrassurdo e frigideira. Muitos destes instrumentos, a maioria da população da cidade, desconhecia. Quem poderia imaginar que uma simples frigideira de cozinha, pudesse dar um show?  É... Mas dava. O ritmista batia com ela no asfalto, intercalando com as batidas da baqueta, e isto dava um efeito todo especial. As garotas rebolando, passistas sambando. Era demais!!!
                  A partir dai, nunca mais, o carnaval de rua de Prudente, foi o mesmo. Pois todos os anos, o povo já esperava pelo desfile da Escola de Samba "Bico de Ouro”, que passou a ser a principal atração do carnaval da cidade. Isto fez  com que, outras agremiações, fossem surgindo posteriormente. (Melhores detalhes, somente os "maiorais" da "Bico de Ouro", poderão contar. Por isso, abrimos espaço aos fundadores e atuais diretores, para que façam deste informativo, os anais de sua história.
1978 - João Fornalha- Bunga - Marinheiro
                  Posteriormente, Bunga, veio a se afastar da “Bico de Ouro” e só após muitos anos, voltou a participar de escolas de Samba, desta vez, como diretor de bateria da "MANDRAKES", só parando, alguns anos depois, quando, acometido que foi por forte nevralgia, Impossibilitando-o de conduzir a bateria, já que na época, o apito era fundamental para a função.
                 Hoje, são usadas as batutas para se comandar as baterias, mas permanece em nossos ouvidos, o som dos apitos que era um show à parte. Quando hoje, vejo um diretor de bateria com sua batuta, me vem a imagem orgulhosa de Bunga com seu apito. 
·          Esta crônica foi publicada pela 1ª vez por este autor,  no ano de 1998 pelo Jornal “A voz do Samba” de Pres. Prudente.  Bunga faleceu no dia  17.07.2010
                                          

                                                                    fim



sexta-feira, 22 de julho de 2011

O PODER DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO!




São tantas as canalhices de pessoas do Governo, da Justiça, do Legislativo, que a gente não compreende porque ninguém se rebela.

Se toda esta sujeira acontecesse na época do governo militar, com certeza, estaríamos nas ruas jogando gasolina nos carros e policiais. Mas porque isso não acontece na democracia?

Agora mesmo li a matéria de Fernando Gabeira. Ele próprio que já precisou sair correndo do país, para não ser preso, não se lembra o que mais indignava a gente naquela época?

Ora: Uma bola de borracha quando enchida em demasia, estoura. Assim como uma represa que não tiver um bom vertedouro!

Hoje mesmo, ao ver a matéria sobre a viagem do Juiz José Antônio Dias Toffoli, indicado por Lula, que fora convidado para viajar para a Itália, com mais duzentas pessoas, com todas as despesas pagas pelo advogado criminalista Roberto Podval , e por isso, teria faltado a sessão do (STF).

Ele é relator de dois processos contra clientes do “padrinho de viagem” e disse na maior cara de pau, que não se sentia íntimo de Roberto Podval, para se afastar do caso, como manda a Lei.

Indignado, todos como eu, trataram de darem suas opiniões na sessão de comentários da notícia. Para mim, foi um desabafo. Como escrever nos muros de antigamente. Sabemos que não vai resolver nada; mas, ficamos felizes em vermos nossos sentimentos ali expressos.

Então, para mim, acredito que para outros tantos, essa ação impede-nos de partir para uma ação mais séria. Já que no aconchego de meu lar, consigo “pichar o muro” sem correr nenhum risco maior, ou fazer qualquer esforço.

Beleza não? Quem diria que um dia descobríssemos que o direito de falar favorece muito mais aos canalhas, que a mordaça!

O direito de falar só tem resultado em lugares onde se ensina as pessoas a terem caráter e vergonha na cara!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

DESARMAMENTO PODE TER AUMENTADO AS AÇÕES DOS BANDIDOS




Eu sou do tempo, que a gente assistia a um filme de Bang-bang, e sempre havia uma cidade subjugada por alguma quadrilha. O povo pacífico da cidade embora fosse a imensa maioria, não reagia, movido pela covardia ou pelos apelos pacifistas dos líderes do lugar. Até que alguém, muito valente chegava àquela cidade e comprava a briga dos covardes habitantes do lugar. No final, quando o herói já estava prestes a ser morto, finalmente os habitantes saiam de suas tocas, armados de espingardas, paus e pedras e salvam o mocinho, limpando a cidade dos algozes.

Por isso, acredito que o desarmamento, tenha estimulado o abuso dos criminosos no Brasil. Se não? Porque nos países onde o comércio de armas é livre, não existem tantos assassinatos, assaltos ou balas perdidas, embora quase todos tenham consigo uma boa arma carregada até a boca?

Ora, simplesmente, porque como diz o velho ditado: ”Quem tem, tem medo” é a mais pura realidade

Hoje um moleque ou um viciado qualquer que nem arma tem, pega um cidadão ou cidadã, encosta ao seu lado e anuncia o assalto na certeza que esta pessoa, não possui nem um canivete que lhe possa arranhar; um assaltante estoura o vidro de seu carro e te arranca de dentro do mesmo, com a mais absoluta certeza que não vai levar um tiro na cara; entra em sua casa, estupra suas filhas, esposa e até mesmo você, comem o que você tem na geladeira, bebem seu wiski, enchem o seu carro com tudo que possam vender e saem calmamente, sabendo que o máximo que você poderá fazer é esperar que eles se afastem bastante, para então darem o alarma.

Quando vejo esses defensores do desarmamento, (muitos deles, com guarda-costas e carros blindados, condomínio repletos de seguranças), pregando a pacificação através do desarmamento, percebo que os mesmos se apegam aos acidentes domésticos com armas envolvendo crianças, que embora existam, são insignificantes diante do crescente aumento dos assassinatos por bandidos e até viciados que vão assaltar no desespero de conseguir dinheiro para as drogas e matam pelo simples prazer de matar; e no fato também, muito raro, de quando uma pessoa armada, ma não tem perícia no manejo da arma, se dá mal quando reagem a um assalto.

Isso não aconteceria se houvessem no Brasil, muitas academias de tiro e manejo de armas, que hoje se tornam inviáveis pela falta de clientes.

Mas como o Brasil é o país dos “ oito ou oitenta”, infelizmente só veremos a coisa piorar. “Quanto mais crimes, mais empregos” diriam os inteligentes assessores de alguns senadores e deputados. Imaginem o desemprego na área da segurança e judiciário, se não existissem os bandidos; Contratação de policiais civis e militares; Construção de Presídios, alimentação prisional, pavimentação das estradas desses presídios? Que são algumas mortes diante dos empregos que elas geram? O custo-benefício é insignificante!

É por aí “brasileiros e brasileiros” e “cumpanherada” em geral! Com algum exagero é claro!

E como dizia Darwin “Para a preservação da espécie, os mais fortes(Neste caso os assassinos e criminosos) sobreviverão e o mais fracos perecerão”.

No Brasil, a comercialização legal se refere apenas a armas obsoletas diante do arsenal que os bandidos adquirem roubando do próprio exército e através dos traficantes de armas. O tão falado “38”( maior calibre disponível ) que bandido nenhum quer mais, para a gente, já seria uma garantia que ninguém iria invadir sua casa com você e sua família e às vezes até com vários amigos dentro.

Então eles chegam de surpresa, você pode até manter um segurança em sua residência, mas eles não têm medo, pois sabem que se apontarem um revolver ou metralhadora de brinquedo que seja, não haverá entre os presentes ninguém que possua uma garrucha de dois tiros sequer que lhes possam infligir algum mal.

Então querido povo pacifista brasileiro? Ouçam bem: Eu preferiria levar um tiro por dar um tiro num assassino, do que ser morto pelas costas covardemente tentando fugir ou levar um tiro na cara friamente como têm acontecido ultimamente.

Vamos brigar pelo direito de podermos defender a nossa própria vida e de nossas famílias.


Os acidentes e brigas de trânsito com mortes a tiros só aumentaram, porque quem tem o revolver vem babando por cima do outro na certeza que o coitado não tem nada com que possa se defender.

Em suma: “Em terra de cego quem tem um olho é o rei” E a história nos mostra que não existiram reis bonzinhos. A grande maioria era de tiranos e assassinos  sanguinários.

sábado, 7 de maio de 2011

PREFEITO PRUDENTINO TUPÃ, RECEBE HOMENAGEM DA ASSOCIAÇÃO DAS ESCOLAS DE SAMBA DE PRES. PRUDENTE

Associação das Escolas de Samba de Presidente Prudente, homenageia o Prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã), pela consolidação dos desfiles carnavalescos de Presidente Prudente.
Como todos sabemos, Tupã e Marcos Vinha, cumpriram  essa  promessa de campanha: Resgatar o carnaval prudentino, tanto de rua quanto de salão. Em 2011, a realização do evento, veio consolidar este resgate.
A iniciativa pela homenagem, ocorreu  por conta da Diretoria da AESPP, Associação das Escolas de Samba de Presidente Prudente, presidida por Roberto Marcelo da Silva.
Muito mais que uma simples homenagem, o gesto, simboliza o apoio da AESPP a Tupã, de forma aberta e pública tendo em vista que havia 10 anos, não tínhamos um prefeito que demonstrasse nenhum interesse no retorno desses eventos. Tupã, não titubeou ao apoiar todos os movimento promovidos pela Associação, muito pelo contrário, participou de todos com com muita satisfação.
Tudo isso, motivou a decisão da diretoria da AESPP, em deixar estampado publicamente o apoio dos sambistas em prol de Tupã, caso ele queira se candidatar nas próximas eleições para concorrer a um segundo mandato e convoca a população e também, todas as modalidades culturais populares da cidade, que nos ajudem a permanecer no comando da cidade como grande resgatador cultural. e social que está sendo. "Nunca vimos um prefeito tão presente em todo e qualquer movimento existente na cidade" arremata Marinheiro.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O PRÉ-SAL É NOSSO, ASSIM COMO O PRÓ-ALCOOL



Eu não sou petista nem um grande admirador do Lula, mas tenho que admitir que o “Cara” tem umas tiradas que dão inveja a qualquer chefe de estado do mundo.

E outra, nasceu virado pra Lua. Tudo que põe a mão, vira ouro. Como dizem os desportistas de plantão: “Não é preciso apenas técnica e habilidade, o craque tem que ter sorte também”. Então no contexto atual, o Presidente Lula, é um “craque”.

Na questão do “ Pré-sal”, ele está muito mais que certo, quando defende a idéia de não deixar que apenas os multimilionários do mundo inteiro, venham aqui usufruir dessa imensa riqueza que a natureza reservou para nós.

Nós vimos isso acontecer no oriente médio, onde a exploração desumana daquele povo pelas empresas petrolíferas mundiais, que a pretexto de gerar riquezas e empregos para quem só tinha a areia do deserto como fonte de subsistência, deixaram o povo na mais completa miséria, enquanto apenas os chefões, usufruíam da riqueza que brotava das entranhas da terra.

De que que adiantava, o país ser o dono da maior reserva petrolífera do mundo, se a população não se beneficiava com isso? Foi preciso uma revolução religiosa, para o pais voltar a tomar conta de sua maior fonte de renda. As consequências disso, todos sabemos, pois os que se acham donos das riquezas da terra, não aceitam perder a “teta” que mamaram até há poucos dias.

Então pra que deixarmos acontecer aqui, o que sabemos de antemão que acontecerá , daqui à 40 ou 50 anos, se essa gente tomar conta do nosso pré-sal ?

Se podemos transformar o Brasil do presente na tão procurada terra prometida de Moisés, porque ficar vagando no deserto da miséria e da criminalidade? Neste país onde o melhor emprego, além das tetas do governo, é o narcotráfico?

Todo mundo sabe que isso é resultado, da exploração cruel por parte de nossos colonizadores, perpetuados por seus descendentes até hoje.
Desde criança, ouço estes dizeres : “O Brasil é o paraíso, apenas o povo que o colonizou, é o povo errado”.

Como mudar isso?

Chega da ditadura do “É melhor pingar do que secar!”. Já está na hora do povo brasileiro sorver um bom gole d’água e deixar de lamber a torneira que só goteja.

O Lula tem nas mãos a chance de virar um marco na história do mundo. Basta ele querer, pois o povo está com ele nessa! Apenas, espero, que ele não enfraqueça nosso projeto de Biocombustível, por conta da abundância do petróleo que está por vir. Podemos ter os dois; a gasolina, é apenas um das dezenas dos subprodutos do petróleo. Então, álcool nos veículos e petróleo para fins mais nobres.

Porque não?

sábado, 1 de agosto de 2009

O SUICÍDIO DO SAPO




Dizem que se colocarmos um sapo numa vasilha com água fria e aquecermos esta água aos poucos, o sapo morrerá cozido sem que se aperceba.
Assim, agem os governantes brasileiros com relação ao povo.

Aos poucos, vemos nossos direitos e liberdade serem cerceados pelo poder financeiro, com nosso próprio apoio.

Com a desculpa de estar procurando melhorar algum serviço ou benefício para a população, devagarinho, o governo vai impondo condições, taxas, impostos, custos adicionais em quase tudo disponibilizado aos cidadãos, privando grande parte destes, das benesses da tecnologia do mundo moderno.

O uso das ruas e estradas é um exemplo.

Licenciamento: Com a desculpa de oferecer à população motorizada, boas estradas asfaltadas, interligando as cidades, inventaram este imposto. Carroças, bicicletas, automóveis, caminhões barcos, etc... Todos pagavam; e claro ninguém contestou. Naturalmente, pois os veículos, teriam, para circularem pelas ruas e estradas, que serem vistoriados; protegidos; monitorados pelo Estado; então era necessário se pagar por isso. Nada mais natural!

IPVA .As Prefeituras “cresceram os olhos” em cima da arrecadação, com a desculpa que as prefeituras também tinham que investir em: ruas; sinalização; fiscalização; criaram mais este imposto. Mas não foi o bastante. O povo ainda tinha muita gordura para queimar. Então: Vamos multar! Criar Zonas de estacionamentos! Tudo isso, para melhorar o trânsito.Claro que ninguém seria contra isso. Aprovado!

Gasolina + caro: Com a desculpa que gastos com veículos eram supérfluos, o governo sempre manteve os impostos sobre combustíveis nas estratosferas. Muitas vezes os brasileiros pagavam até 10 vezes mais caro no mesmo combustível, que vendíamos para outros países. E ninguém questionou. Pois era preciso diminuir nossa dependência das importações.
Mas só vimos carros velhos estacionados para economizar. Ou não?

Pedágios! Isso foi “pra acabar!” No começo, se construía uma auto-estrada moderna e impingia-se um pedágio. Com a desculpa que quem não quiser pagar, que use a estrada comum.
Hoje, qualquer estrada esburacada pode ser taxada, com a desculpa que um dia vai ser melhorada.
Nas primeiras estradas taxadas, distância média entre uma praça de pedágio e outra era de 80 a 100 quilômetros. Hoje basta alguém decidir, pode-se cobrar até por pequenos trechos de 10 quilômetros. A ponto, de quem não morar, trabalhar e estudar no mesmo bairro, corre o risco de pagar pedágio para se locomover de um lugar ou outro dentro da mesma cidade.Já se ventila(para ir amaciando)a idéia, de se pedagiar os grandes centros urbanos.

Mas com tudo isso, o povo ainda insiste no uso desse “supérfluo?” meio de transporte, congestionando as estradas e ruas das cidades. O que fazer?

Aí, aparece um gênio com uma idéia brilhante:
Rodízio! É isso! Claro! Já pensou se todos as pessoas que possuem apenas um carro, usarem os mesmos, dias sim e dias não? O quanto reduziria o fluxo de veículos na cidade?

Então pergunto: Você acha que o rico ficou sem usar veículos porque a placa dele era ímpar ou par? Claro que não! Apenas tiveram que dobrar o número de veículos em suas garagens. E com a vantagem de poderem se beneficiar de um trânsito muito mais tranqüilo.

E a massa?
Ora! Eles que vão à pé! de trem ou ônibus! Ônibus fretado!(Já estão tirando de circulação, porque atrapalha o folgadão que tem vários carros).

Enfim! Nossos governantes não conseguem mais inventar maneiras para dificultar o uso de veículos pelos mais pobres.

“Eles só aprendem quando são atingidos no bolso!” Última moda. Então que se aumentem as multas. Prendam as carteiras. Instituam a obrigatoriedade de novos cursos.”Reciclagem” “Carta provisória”; “Quanto mais caro melhor!” Psicólogos; Oculistas; Empresas de Vistorias( quem viver verá o que isso vai virar); Escolas de formação. Além disso, isso vai gerar empregos! Argumentarão alguns “cupinchas” de alto escalão, ao chefe.

E assim, o direito de usar seu veículo, vai ficando cada vez mais distante dos pobres. Porque dependendo do que acontecer, quem não tiver muito dinheiro, nunca mais poderá exercer este direito.

Porque você não verá um rico deixar de usar seus possantes automóveis por conta do alto custo dos pedágios nas estradas, balneários, praias.

Você não verá um rico dirigindo cuidadosamente seu possante veículo a 110 km/h, por medo de receber uma multa. Por mais caro que seja.

Você não verá um rico dizer que não poderá sair com seu carro, naquele dia, porque a placa de seu veículo e ímpar ou par.

Ou ainda, que não pode usar veículo, por seu documento estar apreendido, por ter provocado algum acidente. Pois sempre haverá algum recurso jurídico ou outro qualquer que o mesmo possa lançar mão.

Mas a criatividade do povo brasileiro é sem comparação no mundo; como vem fazendo desde que inventaram a feijoada, o povão tratou de se adaptar às motos.
Isso mesmo: Motos!

Com todos os entraves disponibilizados pelos nossos governantes, os mais pobres foram obrigados a optarem pelo uso de motos, inclusive, criando um novo e revolucionário( Hoje implantado em todos os países onde vivem brasileiros) de transporte de cargas e passageiros; aumentando absurdamente sua presença nas ruas e estradas.

Diante desse fato, logo tratariam de arranjar uma justificativa para dar um novo golpe nas intenções dos cidadãos brasileiros que insistirem em fazer uso das ruas e estradas. Mas como proibir um pobre de se locomover pelas nossas ruas e estradas, sem parecer imposição? Sem ferir o direito de ir e vir do brasileiro? Esse é o problema.

Seguro Obrigatório: Como já não bastasse fazer com que os pobres ficassem praticamente proibidos de utilizarem automóveis, agora estão tentando tirar-lhes o direito de andar com motos, através do aumento monstruoso do valor do seguro obrigatório, com a desculpa que os motoqueiros provocam mais acidentes.

Ora Isso não era de se prever? Quantas motos estão em circulação? Quanto menos automóveis virmos nas ruas, com certeza iremos ver aumentar em proporção o uso de motos. Depois disso, restarão as bicicletas como recurso. Então, veremos morrer ciclistas, aos milhares.

Ainda hoje, estão surgindo pequenas cidades que naturalmente vão se tornar metrópoles. E o gozado, é que os “especialistas” não defendem a obrigatoriedade de se traçar projetos para se fundar uma cidade, prevendo o aumento do fluxo de veículos em longo prazo(100 anos ou mais), que será absurdo e inevitável. A menos que inventem outro sistema de transporte( Teletransporte por exemplo).

Obs: Já se pode observar, o retorno de algumas “Bykes” adaptadas com micros motores circulando pelas ruas. Logo veremos,não duvido, latarias de fuscas sobre bicicletas.

sábado, 18 de julho de 2009

GOLPE DE ESTADO EM HONDURAS?




Extra! Extra! O exército derruba o governo de Manuel Zelaya de Honduras. Lula revolta-se “Não Podemos aceitar. Porque se a moda pega...” Chaves esbraveja “ Isso só pode ser obra do imperialismo americano. Vamos invadir!” Obama cauteloso, reprova a ação. E quanto a nós? Levamos um susto danado. Pois já vimos esse filme antes. Pronto! Vai começar tudo de novo. Mas agora, com calma, vemos que não é nada disso. Não houve nenhum golpe de estado naquele pais. Na verdade, o exército apenas fez cumprir a determinação da Justiça e do Parlamento Hondurenho, que entenderam que sua constituição estava correndo grave risco de um golpe orquestrado por Zelaya, quando o mesmo tentava submete-la a um Referendo Popular para mudá-la e conseguir com isso, se perpetuar no poder, nos moldes de Hugo Chaves e seu amigo boliviano Evo Morales. Aí, sim, mora o perigo! Pois ao que parece, é que todos os presidentes da América do sul estão, gostando muito da idéia de Chaves. E da forma populista que governam, nunca mais sairão do poder. Claro! Então, em vista disso, havemos de apoiar as instituições Hondurenhas por ter tomado esta legítima e corajosa atitude, uma vez que a constituição daquele pais, proíbe qualquer tentativa de mudança em seu texto. Quem na verdade é o golpista? Será que passou na cabeça de Lula, seguir o mesmo caminho dos amigos? Por isso tanta indignação? Não duvido. Mas... e o Obama? Será?????

quinta-feira, 2 de julho de 2009

SABESP: Licitar; Renovar; Municipalizar. Eis a questão!




Com relação à enquete lançada pelo Jornal Oeste Notícias desta semana, eu vejo com tristeza ser comprovada a teoria defendida por um instituto de pesquisa sobre comunicação social, onde afirma que: 90% da população mundial, compõe a massa de manobra que faz o que alguns determinam, sem saber o que fazem; 5% pensam que sabem e; Apenas 5% sabem o que fazem, dos quais, apenas 2% tem o poder de realizar o que pensam. Numa democracia, onde a decisão da maioria é o que vale, isso nos proporciona os piores sistemas: Governantes e; Serviços. Pois ninguém se preocupa em obter melhores informações sobre o que estão votando. O Jornal Oeste noticias está fazendo um enquête onde a mesma, mostra que mais de 90% dos usuários que votaram, está de acordo com a renovação do contrato pura e simplesmente e a opção de licitação(Que sem fraudes, é o melhor sistema de contratação de serviços públicos), recebeu menos de 0,5% dos votos. A Sabesp, provou ser altamente eficiente no que diz respeito aos serviços de água e esgotos nos municípios onde ela atua. Ninguém questiona isso. Depois de tantos anos explorando esse serviço em nosso município; Depois de termos assistidos a tantos embates, entre a empresa e nosso velho guerreiro Agripino Lima; É chegado o momento de decidir, já que o contrato com a SABESP, chega ao fim. Então, vejamos: 1- Todos os investimentos efetuados pela SABESP em nossa cidade, com certeza, vieram dos lucros auferidos pela exploração do serviço. Assim, se a mesma não continuar explorar o serviço, ninguém perderá nada, já que a mesma é estatal e os investimentos no saneamento básico são obrigações do governo. 2- Para uma outra empresa assumir o serviço mediante uma licitação, ela terá que superar em qualidade; preço e condições, o serviço oferecido pela SABESP; A simples renovação, somente irá proporcionar à SABESP, a continuação de algumas falhas que poderiam ser sanadas agora. Como por exemplo: As altíssimas taxas cobradas de empresas, que sem distinção de faturamento ou tamanho, são obrigadas a pagarem, apenas por existirem. Mesmo que possua apenas um simples banheiro no estabelecimento, ou mesmo, que não gastem um litro sequer de água. Isso contraria em muito, o plano do governo de tirar da informalidade, as manicures, cabeleireiras, doceiras, confeiteiras, eletricistas,chaveiros, máquinas de sorvetes, quitandas, e tantas outras micro atividades, cujos profissionais gostariam de possuir um pontinho com um letreiro qualquer, para serem notados pelos prováveis freguezes. Outra aberração, é a cobrança do serviço nos prédios públicos. Embora nenhuma empresa esteja obrigada a prestar serviço de forma gratuita ao Estado, esta poderia ser uma vantagem oferecida à população, uma vez ser ela quem paga a conta. A municipalização, em se descontando as paixões, todos sabemos ser totalmente inviável. Haja vista, todos os lugares onde o município explora os serviços, não apresentarem nenhuma vantagem significativa, e sem o poder de investir além do que arrecada, por ser muito restrito, vai definhando, à medida que a cidade vai crescendo. A licitação não tiraria a SABESP do serviço, apenas a obrigaria oferecer, alguma vantagem a mais para a população se não quiser perder o contrato. Então, qual é o problema de se optar pela licitação, uma vez, que só traria vantagens para nós?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A aprovação da PEC dos vereadores diminuiu os representantes mas mantiveram os gastos.





Democracia!
Palavra tão utilizada pelas pessoas para atingirem seus propósitos políticos, mas quando os alcançam, esquecem o significado da mesma. Vereadores: Até a algum tempo atrás, os vereadores, não tinham qualquer remuneração para desempenharem suas funções. Todos tinham suas vidas normais e aquele que se dispusesse a doar de si algum tempo para representar o povo, se candidataria a um posto de vereador. A falta de remuneração, não atrapalhava em nada a qualidade dos serviços, que eram considerados “relevantes” por sinal. Por outro lado, a função de vereador, não atrapalhava em nada a vida profissional dos voluntários. A constituição Federal de 88 estabelece que as Câmaras Municipais, têm direito a comprometer até 7% da arrecadação dos municípios com 100.001 até 300.000 habitantes, dos quais, não poderão comprometer mais que 70% com a folha de pagamento. Mas isso, não significa que eles precisam gastar todos os 7% dessa arrecadação embora saibamos que muitas Câmaras municipais, gastem o teto mesmo com poucos representantes. Todo mundo sabe, que a verdadeira democracia, é medida de acordo com a quantidade de representantes que a sociedade possui. Isto é: Quanto mais representantes o povo tiver, maior será a democracia dessa sociedade. Usar o argumento que ao diminuir o número de cadeiras nas câmaras, estará se diminuindo o rombo nos cofres públicos é falso, demagógico e imoral. Deveriam sim, mudar o tema da discussão e defenderem a idéia de não se remunerar os trabalhos dos vereadores, para viabilizarem o aumento desses representantes populares. Isso sim seria coerente, dentro de uma verdadeira democracia. Mas eu vejo que poderíamos tentar visualizar uma mudança na maneira de representatividade popular: Hoje, todas as cidades, possuem associações de amigos de bairro, que realizam eleições para elegerem seus representantes junto aos órgãos públicos. Pois bem; Se os bairros têm seus representantes, porque não aperfeiçoarmos o sistema de eleição desses líderes que seriam os vereadores da cidade? Se a cidade tiver 100 bairros, teria 100 vereadores. Não precisam de gabinetes; salas; nem assessores. Apenas os voluntários que compõem as diretorias dessas associações. Os gabinetes funcionariam onde funcionam as sedes sociais das mesmas. A Câmara Municipal, funcionaria normalmente: A secretaria que executaria os mesmos serviços que hoje executa e as sessões para análises e votação dos projetos do Executivo e Legislativo, se realizariam como hoje, ou seja: Uma vez por semana, em horário que não viesse prejudicar os voluntários. Brigas? Bate-bocas? Confusões? Claro que iriam haver. Mas a democracia verdadeira é isso: Discussões e choques de idéias. Mas que no fim, dá tudo certo! Agora vir até a gente, impingir-nos a diminuição de nossa representatividade na administração pública e ainda querer sair de “herói “ que está defendendo o erário público? Isso é demais! São uns verdadeiros santos do “pau-oco”. Defendem uma democracia onde poucos podem decidir. Se são mesmos sinceros quanto à economia desejada, porque não pregam um regime onde a população possa escolher um presidente e seus ministros e um governador com seus secretários em eleições distintas, numa chapa completa? Tudo já predeterminado, sem aquela história de criar esse ou aquele ministério ou secretaria? Um sistema sem deputados Federais ou Estaduais, quando muito, seriam eleitos juntos com o executivo, apenas Senadores.Mas sendo que os suplentes, fossem os segundos mais votados por cada estado. Já pensaram na economia? Ou então, vamos partir para o totalitarismo do regime militar. Hem?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

PENA DE MORTE NO BRASIL




A Justiça Brasileira acaba de instituir a pena de morte no Brasil! Foi o que deixou claro a sentença do Orgão Especial do Tribunal de Justiça, na sua jusficativa da absolvição do Promotor Thales Ferri Schoedl, pelo assassinato do jovem Diego Mendes Modanez e da tentativa de assassinato de seu amigo: Felipe Siqueira Cunha de Souza que segundo o promotor, teria mexido com sua namorada e por isso(versão dele) efetuou dois disparos de "advertência", e quando os dois jovens continuaram se aproximando, não teve dúvidas descarregou sua arma nos mesmos. Segundo os Desembargadores, o promotor Thalles fez mesmo o que tinha que fazer: Meter bala nos desafetos. Mesmo porque estes eram mas avantajados fisicamente. Além disso, dos doze disparos efetuados, "apenas" (segundo o relator) dez foram em direção às vítimas, por isso, não houve uso imoderado da arma. Então já sabem: Todos os baixinhos podem meter balas em quem olhar para suas mulheres ou vierem tirar satisfações consigo. Desde que não dêem mais que 10 tiros e os desafetos sejam mais fortes fisicamente. Viva o Brasil!!!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Deu no Estadão há 75 anos!

Em homenagem a realização dos jogos Olímpicos, estamos publicando uma série de reportagens sobre esporte, que foram noticias em 03 de agosto de 1933, no Jornal “O Estado de São Paulo”, há exatamente 75 anos.
A curiosidade maior, fica por conta da ortografia aplicada naquela época, que chega a nos parecer língua estrangeira. Também nos chama a atenção, a simplicidade com que as matérias eram editadas. (Clique duas vezes para ampliar a foto e retorne a página anterior para voltar ao blog)

Foto do artigo publicado no "Estadão" em 3 de agosto de 1933



Foto do artigo publicado no "Estadão" em 3 de agosto de 1933



Foto do artigo publicado no "Estadão" em 3 de agosto de 1933

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Está provado!






Mais uma vez, a Justiça brasileira dá provas que a Lei não foi feita para todos, com a aprovação da súmula que limita o uso de algemas nas prisões ou cumprimento de mandados de prisões. Bastaram algumas celebridades serem presas e conduzidas algemadas, para que a mesma pudesse ver o que há décadas não conseguia; Quantos pacatos pais de família, foram tirados de seu ambiente de trabalho, algemados, por não pagarem pensões alimentícias? Muitas vezes questionáveis? E ninguém percebia? Sem falar em prisões por motivos mais fúteis ainda, que a gente nem percebe quando são noticiadas; Como o agricultor de Bataguaçú; Ou o caso do cidadão que colheu uma flor na praça pública em Rancharia-SP; Sem falar nos infelizes que furtam pequenos objetos em supermercados. Se a imprensa dá destaque às prisões desses milionários, é porque não estamos acostumados a ver isso no Brasil. E a imprensa só dá destaque, porque são celebridades. E por serem celebridades, eles deveriam ter ainda mais ética, pois estão cientes dos riscos que quaisquer deslizes podem acarretar. O ato de algemar é adotado,por quase todos os países, principalmente no país que se diz “ O berço da democracia e liberdade” Estados Unidos. Mas aqui,isso só era para os "Joões-ninguém". Os magnatas sempre eram convidados a comparecer nas delegacias. Quando uma autoridade resolve aplicar a Lei para todos, a coisa desanda. “Tudo está errado!”; “Isso e uma vergonha!”; “É um abuso!”; “Constrangimento!”; E por aí vai. Não é o ato de algemar só por algemar ou para dar publicidade, como disseram. São os personagens que são públicos. Por isso, teriam que ter uma conduta ética muito mais apurada que as pessoas comuns, para não serem filmados num flagrante desses.

Brasil: O país do “oito ou oitenta!”





Êta país difícil de se viver!

É “duro”, a gente conviver com tanta hipocrisia e ter que ficar calado.
Olhar para as pessoas depois de um noticiário e não ver uma expressão de indignação ou de espanto, diante das barbaridades divulgadas.
Ver nos rostos dos apresentadores de telejornais, a passividade enquanto mecanicamente, vão lendo seus textos. Ou dos risinhos de satisfação no semblante dos“santos do pau oco” entrevistados.

Estou falando, da nova lei do álcool no trânsito.

Os jornais de todas as emissoras mostram entusiasmados as prisões dos motoristas “cachaceiros”.
E as estatísticas de acidentes no trânsito então? Estas são as garotas propagandas. Ninguém se atreve a contestar. Nem eu!

Mas os níveis etílicos “zero” da Lei. Isso sim, eu contesto! Senão, vejam:
Todos os acidentes exaustivamente mostrados nos últimos meses atribuídos a motoristas alcoolizados, foram provocados por verdadeiros “pés-de-cana”, que nos índices antigos, certamente iriam parar na cadeia. Não são pessoas que ingeriram uma ou duas latinhas de cerveja. Mas dezenas de latinhas, ou litros de cachaça ou Wisk. As pessoas que apresentaram, simplesmente estavam "mamadas".

Não que eu seja um "pau d’água", mas admito gostar de após o expediente, bebericar uma ou duas cervejas, com amigos, antes de ir para casa. Na Lei anterior, eu fazia isso, sem nenhum constrangimento ou drama de consciência. Agora com esse terrorismo todo, não posso mais botar o assunto em dia com amigos; nem “falar mal” dos colegas de trabalho, que não estão presentes. Pois não ganho o suficiente para pagar um motorista particular ou mesmo arcar com as despesas de guardar o carro em uma garagem e alugar um táxi para ir para casa e voltar no dia seguinte ao trabalho, se quiser ter esse privilégio.

É tudo muito fácil para esses hipócritas moralistas, que não conhecem a expressão “meio-termo”. Nunca cuidam, quando resolvem cuidar, querem destruir. Como o pai que nunca castiga o filho, quando resolve tomar uma atitude, o filho já está maior que ele, então ele o mata.

“ Mas têm as estatísticas” dirão alguns. Sim 30% dos acidentes são causados por motoristas (não embriagados) com alguma taxa de álcool no sangue. Mas tem 70% que não beberam e causam acidentes. Isto corresponde ao percentual de pessoas que não ingerem nenhum tipo de bebida alcoólica. Nem mesmo um licor. Então, as estatísticas não mostram nada, apenas que 30% dos brasileiros adultos, de alguma forma ingerem bebidas alcoólicas.

“Mas e a redução no número de acidentes apresentadas?” perguntarão outros. Ora, a lei finalmente, começou a ser aplicada com rigor. Se a lei se aplicasse nos níveis anteriores, os “pinguços” inveterados também haveriam de reduzir o abuso, assim como agora. Não acham? Os consumidores moderados, não seriam, no meu ponto de vista, injustamente penalizados

sábado, 9 de agosto de 2008

Zona Leste - Vila Verinha - "Reinaldo"

No final da década de 50, mais precisamente no ano de 1957, quando nos mudamos para o bairro, recém fundado, poucos eram os habitantes do lugar. Algumas casas se escondiam em meio às matas; A trilha era o caminho a ser seguido. Tudo isso dava a Vila Verinha, um certo ar de perigo e mistério, que sem dúvida, foi causa de tantas inspirações.


Na época existiam dois empórios: Do Manezinho que ficava localizado no alto da rua lº de Maio com a Rua Abílio Nascimento e; Bar do Lídio Peixoto, que ficava na baixada da mesma lº de Maio, à beira da ponte de madeira. Era neste local que meu pai Júlio Marinheiro tomava seus tragos junto aos pais de meus amigos.

Os adolescentes, assim como eu, formavam grupos (turmas) divididos por faixa etária. Os líderes na maioria das vezes eram escolhidos por afinidade. No bairro existiam diversos grupos. Não como os que infestam as grandes cidades atualmente, onde o lema é a violência; Eram sim, grupos de companheiros e o que prevalecia era a amizade. Todos participavam das mesmas brincadeiras de rua. Aos domingos festas, bailes, cinema e o “footing”. Esses eram os nossos divertimentos preferidos. Se houvesse alguma encrenca (briga) com um dos membros, aí sim, “0 páu comia”. Quem pudesse mais chorava menos. Só, que eram brigas limpas, sem apelação de facas ou revólveres. Os mais violentos no máximo apelavam para o "balaústre", madeira muito usada na época para cercar as residências. Dessas,se originavam apelidos, como “Mela-Côco”, por exemplo.

Entre as turmas que existiam vou tentar retratar algumas das mais atuantes, "Aos amigos que por ventura, lerem esta coluna e quiserem se manifestar, poderão fazê-lo e, comigo, corrigir algumas falhas, que por força de memória eu venha cometer".

A minha querida Vila Verinha viu nascer algumas das turmas mais unidas na época: A turma do Reinaldo (Eriovaldo de Castro): Turma do “Bunga”; Turma do “Cartouche”; Afora estas três, existiam ainda: Turma do Bolinha; “Irmãos Metralha”, Turma do Caveira, etc...

Reinaldo Filho de Dona Alice que fazia doces em formato de aves como galos águias e outras além das chupetinhas de açúcar que era a maior festa da molecada. Reinaldo era um garoto muito engenhoso, tinha conhecimento em carpintaria, liderava um grupo de garotos na faixa de dez a doze anos. Juntos construíam pequenas casas de madeiras, que eram usadas para encontros e reuniões da turma.

Durante a semana, todos da turma trabalhavam “duro”, catando papéis, ferros-velhos, engraxando sapatos, até mesmo estercos de cavalo; Para tudo havia comprador. Não posso deixar de lembrar, que todo o dinheiro conseguido era entregue nas mãos de nossas mães. Apenas uma pequena parte nos era repassado nos fins de semana.

O domingo era o grande dia: Todos nos reuníamos na esquina para juntos, irmos ao cinema, assistir a continuação do seriado da semana anterior. Era o maior sufoco; Pois o mocinho (herói do filme ), ficava a maior parte do tempo em perigo quando o episódio terminava.

Naquele tempo havia três cinemas em nossa cidade: Fênix; João Gomes e; Cine Presidente, que era o mais novo. A gente precisava até usar sapatos para entrar! Sem sapatos não se podia ir ao cinema naquela época. Isso, não Ju nada fácil. Mas tudo era uma questão de inteligência e organização. Momentos antes de chegarmos no cinema, Reinaldo já coordenava uma estratégia: Aqueles que tinham sapatos emprestavam um dos pés para os que não tinham; A ordem era todos entrarmos “mancando” como se estivéssemos com um dos pés pé machucado sem poder calçar. E assim íamos entrando um a um, cada um com um pé de sapato.

Aquilo para nós era uma festa, pois mais uma vez havíamos conseguido "enganar" o porteiro e o fiscal. Hoje fico imaginando o que eles falavam, um ao outro, depois de nos deixarem entrar; pois é claro, que êles percebiam a nossa trama. É...Aqueles dois...Eram bons sujeitos afinal.

Ao término da sessão a gente começava a viver as aventuras dos nossos ídolos do cinema. Ao chegarmos em casa, o primeiro compromisso era irmos à casa de Reinaldo, para combinar uma batalha de revolver e espingarda (de brinquedo é claro). Formados os grupos adversários, íamos ao sitio do Akira, um dos colegas, lá então, fazíamos o palco das batalhas. Rauzinho era o banqueiro, já que ele possuía pacotes de cédulas de dinheiro de papel que vinham dentro do pacote de café.
Reinaldo logo desenvolveu habilidade com o violão d'onde extraia belas melodias as quais ensinava aos meninos mais aguçados, tais como Adãozinho, Zeringué, Adelino Moreira Oswaldo Japonês e outros.

Assim crescemos felizes, sem tomar-nos consciência da pobreza em que vivíamos. Ajudados pela falta de informação, não tínhamos conhecimento das coisas maravilhosas que o dinheiro poderia oferecer, por isso, ninguém sofria por não poder desfrutá-las.Como disse certa vez o poeta e filósofo Chico Buarque " Pior do que passar necessidade, é passar vontade das coisas" .

A ORIGEM DA VILA MARINA



     COLONIZAÇÃO DE PRESIDENTE PRUDENTE


 A ORIGEM DA VILA MARINA

               
Assim como milhares de italianos, o Sr. Giácomo Artoni, sua esposa Lúcia Alberici e quatro filhos. desembarcaram no porto de Santos, em busca das famosas terras férteis e da prosperidade tão difundidas pelas companhias colonizadoras na Europa, para atrair trabalhadores para suas colonizações.
               
               Assim que chegaram,  o Sr Giacomo e Família foram contratados para trabalharem numa fazenda de café em Jardinópolis, onde nasceu o caçula Alberto Artoni, em 20 de Abril de 1903. Logo o Sr. Giacomo veio a falecer, deixando viúva Dona Lúcia com os cinco filhos.

            Com  muitas dificuldades, a família foi juntando as libras esterlinas, que era a moeda mais recomendada para se guardar na época. Com  essas economias a viúva e seus filhos compraram um sítio no município de Presidente Prudente em 1923, para onde se mudaram.
                
                 Alberto Artoni, o mais jovem dos filhos, compra da Fazenda Montalvão em 1930 um sítio com plantação de café. A fazenda Montalvão era muito próxima da cidade  e possuia muitos colonos.
         Como a cultura do café já não estava dando rentabilidade, Alberto então resolve mudar sua cultura de café para frutas, principalmente peras e por isso, o sítio passou a ser chamado de chácara do Italiano.

                    Alberto já com 30 anos, conheceu Marina Meneguesso, filha de colonos, por quem se apaixonou, vindo a se casar em 13 de setembro de 1933. Dessa união, nasceram sete filhos: Gentila; Amilcar(falecido); Adílio(falecido); Alderico; Mário; Gilda e; Maria Lúcia. O casal adotou também um sobrinho de nome Aléssio Nazaré(falecido). Todos se casaram e constituíram família em Presidente Prudente.

                       Presidente Prudente  cresceu muito fazendo com que a fazenda ficasse dentro da cidade, então em 1951, Sr. Alberto  contratou a empresa Sociedade de Engenharia Representações e Corretagens de Presidente Prudente de propriedade do amigo Sr. Fernando Pereira da Silva, esposo da Sra. Marina Armelim, residentes até hoje na Rua Dr. Gurgel, 376.

Firma essa que desenvolveu um projeto para o loteamento do sítio de 9,52 ha, no que é hoje a Vila Marina em homenagem a esposa de Alberto Artoni Dona Marina Artoni e; da esposa de seu amigo Fernando, Marina Armelin.

                              A primeira casa onde Sr. Alberto morou com sua família ainda existe na esquina das ruas Joaquim Batista Filho com a Dr. João Franco de Godoy, residência do ferroviário aposentado Sr. José do Fio. O terreirão de Café, era onde se situa hoje a casa do Sr. José Morandi.
          
                              Em 1954, construiu uma nova casa para morar no início da Marechal Floriano Peixoto número 55, onde viveu até sua morte. Hoje o casarão abriga o 1º Distrito Policial de Presidente Prudente.

                                A proximidade com o centro da cidade e da Estação Ferroviária, fez com que muitos funcionários da estrada de Ferro viessem a comprar lotes da nova vila que por seu relevo muito irregular, cheio de morrotes e depressões chegou a ser intitulada como  a Suíça brasileira.
 A Vila Marina serviu de alavanca para impulsionar o desenvolvimento das demais vilas que se abririam além dela. Tanto que em 1962 o Sr. Alberto doou ao Estado, com a anuência da Prefeitura Municipal, um terreno onde se construiria um moderno prédio para abrigar a Escola Estadual de Primeiro Grau Antonio Fioravante de Menezes. 

                                 Dona Marina, era uma pessoa muito enérgica e justa. Gostava de comemorar os aniversários da família com grandes festas, onde reunia os filhos, netos, parentes e os muitos amigos. Tinha um coração nobre e cheio de amor. Faleceu em 24 de fevereiro de 1995.
Toda a extensão de sua fazenda, foi loteada. com, excessão de uma pequena gleba que mantinha uma família morando,  Dona Isaltina Benzedeira com seu marido Zé Cachoeira..
Nesta propriedade, existia uma pequena produção de hortaliças, plantas da época como, milho,  legumes, tubérculos  e frutas. 
A casa dos cuidadores, era circundada por uma cerca viva de pinhões bravo, e diversas árvores, onde os rapazes do bairro se reuniam, por ter uma visão privilegiada aos domingos para assistirem às peladas de futebol que transcorria em um campinho logo abaixo.

                                                    Informações fornecidas por Alberico Bezerra de Lima em 1998

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